A Associação Brasileira das Reitoras e Reitores das Universidades Estaduais e Municipais participou da solenidade em comemoração aos 75 anos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, realizada no Teatro Nacional, em Brasília. O evento reuniu autoridades, pesquisadores e representantes da comunidade científica para marcar a trajetória de uma das principais instituições de fomento à ciência no país.Para a reitora da Uern e presidente da Abruem, professora Cicília Maia, a campanha de aniversário diz muito sobre a importância do CNPq para a ciência no Brasil. “‘Fundamental para a Ciência. Essencial para o Brasil’. Não tem como falarmos em ciência no Brasil sem falar no CNPq, que é a principal agência de fomento à pesquisa científica no nosso país.
Na Uern e em todas as universidades estaduais e municipais, temos inúmeros projetos realizados com o financiamento do CNPq. E esse volume comprova também a nossa qualidade científica, uma vez que para obter o financiamento, nossos pesquisadores participam de editais e chamadas públicas nacionais. Parabéns, e vida longa ao CNPq. A ciência brasileira agradece.”
Durante a solenidade, a ministra de Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, anunciou uma série de iniciativas para ampliar as ações do CNPq, entre elas, a criação de Redes Estaduais de Popularização da Ciência, com R$ 300 milhões em investimentos, voltadas à difusão do conhecimento e ao fortalecimento da cultura científica em todo o território nacional.
CNPq
Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o CNPq chega a 2026 com cerca de 100 mil bolsistas ativos e um investimento de R$ 7,9 bilhões no período de 2023 a 2025 — um dos maiores ciclos recentes de financiamento à pesquisa no Brasil. Ao longo de sua história, a instituição consolidou-se como pilar estratégico para o desenvolvimento científico e tecnológico nacional.
Durante a cerimônia, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou a importância histórica do CNPq para o país. Segundo ela, celebrar a instituição é
reconhecer a escolha do Brasil por investir em conhecimento como base para o desenvolvimento.Nos últimos anos, os resultados dessa política se refletem na ampliação dos investimentos e no fortalecimento de programas estruturantes. Entre 2023 e 2025, o volume de recursos destinados ao fomento à pesquisa cresceu 42% em relação ao período anterior. O número de bolsas também avançou, chegando a 98 mil em 2025, contribuindo para a formação de novos pesquisadores e para o fortalecimento do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação.
A ministra também ressaltou o impacto desses investimentos na formação científica, destacando o crescimento no número de bolsas e a ampliação da participação feminina na pesquisa.
Novas iniciativas e fortalecimento da ciência
Durante a solenidade, foram anunciadas novas ações voltadas à expansão e ao fortalecimento da ciência no Brasil. Entre elas, o lançamento do programa Profix, com investimento de R$ 648 milhões para a fixação de jovens doutores no país, além da continuidade do Edital Universal, que garante apoio a pesquisas em todas as áreas do conhecimento.
Também foram apresentados editais com foco na promoção da equidade, como a Chamada Atlânticas/Beatriz Nascimento e o Edital Lélia Gonzalez, voltados à ampliação da diversidade na ciência. Outra iniciativa anunciada foi a criação de Redes Estaduais de Popularização da Ciência, com investimento de R$ 300 milhões, destinadas à difusão do conhecimento e ao fortalecimento da cultura científica em todo o território nacional.
Programas estruturantes e formação de pesquisadores
A atuação do CNPq se apoia em programas que sustentam o desenvolvimento científico brasileiro, como os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), que reúnem centenas de redes de pesquisa em áreas estratégicas. A Chamada Universal também se destaca como instrumento fundamental para o financiamento amplo da pesquisa no país.
Na formação de recursos humanos, o CNPq mantém mais de 54 mil bolsas de iniciação científica e cerca de 17 mil bolsas de produtividade, voltadas a pesquisadores consolidados. Programas de internacionalização e cooperação científica ampliam a inserção do Brasil em redes globais de pesquisa.
História, legado e desafios
Criado em 1951, o CNPq teve papel central na estruturação do sistema científico brasileiro, contribuindo para a criação de centros de pesquisa e para a formação de gerações de cientistas. Sua atuação foi determinante para avanços em áreas estratégicas, como agricultura, saúde, energia e indústria.
O presidente do CNPq, Olival Freire Júnior, destacou a relação entre ciência, soberania e desenvolvimento, reforçando o papel da instituição na consolidação das principais conquistas científicas e tecnológicas do país.
Ao longo dos anos, o conselho também ampliou sua atuação em temas como inclusão, diversidade e popularização da ciência, com iniciativas voltadas à democratização do acesso ao conhecimento e à formação de uma base científica mais representativa.
Perspectivas para 2026Para 2026, a expectativa é que o CNPq avance na implementação da nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, com foco em áreas prioritárias como soberania tecnológica e desenvolvimento de tecnologias emergentes. A tendência é de maior articulação com políticas públicas e de um modelo orientado por missões estratégicas.
Segundo Olival Freire Junior, o desafio do momento é transformar planejamento em ação e ampliar o impacto do conhecimento produzido no país. Nesse contexto, o CNPq se reposiciona como peça-chave em um novo ciclo da ciência brasileira, marcado pela integração entre conhecimento, inovação e desenvolvimento.
Ao participar da celebração, a Abruem reafirma seu compromisso com o fortalecimento da ciência, da pesquisa e das universidades públicas, destacando o papel estratégico das instituições estaduais e municipais no avanço do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação.
Com informações da Ascom/MCTI e da Uern.


