Especial 59º Fórum Nacional de Reitores: Sisu, ingresso e evasão de alunos foram objetos de estudo da Câmara de Graduação em 2015-2016

    Com contribuição das Universidades, CT publicará livro com iniciativas visando permanência de estudantes

    Ao longo dos últimos meses, os integrantes da Câmara Técnica de Graduação da Abruem (Associação Brasileira das Universidades Estaduais e Municipais) se voltaram para o levantamento de dados sobre o ingresso, a permanência e a evasão dos alunos nas universidades afiliadas. Números que, na sequência, foram analisados em distintos grupos, a partir do processo de seleção para a entrada dos estudantes no ensino superior - tais como vestibular, avaliação continuada ao longo dos três anos do Ensino Médio e Sisu (Sistema de Seleção Unificada). A partir desse diagnóstico, a Câmara propôs ações por parte das instituições de ensino superior em quatro áreas, três voltadas aos estudantes e uma aos professores universitários.

    “Tendo em vista a heterogeneidade da formação que os alunos têm ao concluírem o Ensino Médio e na entrada no Superior, percebemos ser fundamental que eles tenham acesso a uma espécie de nivelamento no primeiro semestre da graduação”, afirmou o presidente da CT, reitor Paulo Sérgio Wolff (Unioeste – Universidade Estadual do Oeste do Paraná). “Trabalho este que poderia ser feito pelos acadêmicos dos anos subsequentes, via monitoria, sob orientação de um professor”, completou. Para levar a ação adiante, a Câmara e a presidência da Abruem encaminharão à proposta ao Ministério da Educação, visando a obtenção de recursos que poderão ser repassados via Pnaest (Programa Nacional de Assistência Estudantil para as Instituições de Ensino Superior Públicas Estaduais), já que se trata de ação permanência de acadêmicos.

    Também estão no hall de ações propostas com vistas aos estudantes a ampliação dos programas de bolsas – tais como as concedidas para as pesquisas de Iniciação Científica e de Iniciação à Docência; a assistência pedagógica e multidisciplinar aos alunos de graduação; e, também, a preparação dos acadêmicos, sobretudo os de bacharelados, para o empreendedorismo e a inovação.

    Outra frente de ação com vistas a permanência dos alunos está na formação continuada de professores universitários, sobretudo aqueles dos cursos de bacharelados, que durante a formação universitária não foram, necessariamente, preparados para a atuação em sala de aula e sim para o mercado de trabalho.