Ministério da Defesa apresenta novidades do Projeto Rondon na Abruem.

    Edital com a sistematização e operacionalização das mudanças será lançado em 2017 

    O Projeto Rondon retornará em 2017 e com mudanças. As alterações, em linhas gerais, foram apresentadas para os reitores das instituições de ensino superior afiliadas à Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) no último dia 13. A reunião foi agendada após a manifestação de interesse pelo Ministério da Defesa e contou com a participação  do chefe de gabinete do Ministério, Alessandro Candeas, do brigadeiro de infantaria Augusto Cesar Amaral, que é diretor do Departamento de Ensino da Secretaria de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa (Sepesd), e do tenente-brigadeiro Ricardo Machado Vieira, que é secretário da  Sepesd.

    “A equipe de coordenação do Rondon apresentou o que é a ideia do Projeto, reforçando a perspectiva de fortalecimento a partir do próximo ano e da realização de três missões em 2017”, contou o presidente da Abruem, reitor Aldo Nelson Bona (Unicentro – Universidade Estadual do Centro-Oeste). Para além disso, eles convidaram nossas universidades a participar, apresentando equipe para que possam concorrer”.

    Segundo os coordenadores do Rondon, o formato segue sendo o mesmo praticado anteriormente,  com equipes formadas por igual número de professores e de estudantes, assim como foram mantidas as prioridades quanto as áreas de atuação. O que muda, segundo a explanação dos representantes do Ministério da Defesa, é a origem dos recursos que financiarão as ações e as missões do Projeto Rondon.

    “Oficialmente, o lançando da nova estratégia de captação de recursos para a realização das missões se dará no início do próximo ano. Porém, durante a reunião, os representantes do Ministério nos adiantaram as linhas gerais do financiamento, que se dará a partir da captação de recursos junto à instituições privadas sem fins lucrativos, que utilizarão a marcar Rondon”, detalhou Bona.

    Segundo o presidente da Abruem, alguns questionamentos dos reitores ainda não puderam ser dirimidos e as respostas virão apenas quando o edital referente às missões 2017 for lançado. Os representantes do Ministério da Defesa disseram que a previsão é que as novas normatizações devem ser tornadas públicas no início do próximo ano. O teor do documento inclui as instituições que poderão captar recursos para a realização das missões do projeto Rondon, e como o Ministério pretende operacionalizar. “Nós, a associação Abruem, recebemos, inclusive, o convite para, eventualmente, nos tornarmos uma instituição que pudesse captar recursos de apoio a realização das missões do projeto Rondon. Porém, só poderemos avaliar a possibilidade quando tivermos essas informações ainda pendentes”, finalizou Aldo.